Avanços em TI e IA levam assistentes virtuais para os escritórios

 

As tecnologias de reconhecimento de voz melhoraram tanto nos últimos anos – graças à computação na nuvem e avanços em Machine Learning (Aprendizado de Máquina) – que os assistentes virtuais criados por Amazon, Google e Apple tornaram-se rapidamente populares entre os usuários finais.

Por isso, não deveria ser nenhuma surpresa o fato dessa linguagem natural fundamental também estar a caminho do ambiente de trabalho.

“Diria que isso (a adoção corporativa) está nos estágios iniciais agora, mas certamente existem funcionalidades básicas por aqui hoje em dia”, explicou o executivo da J Arnold & Associates, Jon Arnold, durante participação na conferência Enterprise Connect, realizada na última semana em Miami.

Pelo menos neste primeiro momento, os usos principais para a tecnologia de reconhecimento de voz no escritório vão girar em torno de melhorar a produtividade dos funcionários e automatizar os fluxos de trabalho.

Graças a avanços nas técnicas de Inteligência Artificial (IA), a precisão dos sistemas de reconhecimento de voz melhorou significativamente, com o Google e outras empresas passando da marca de 95% de precisão.

Para as empresas, há quatro maneiras principais de acessar tecnologias de reconhecimento de voz, segundo Arnold:

-A tecnologia “speech-to-text” (“áudio para texto”) pode ser usada para tarefas como ditar e-mails – e torna-se mais precisa à medida que é mais usada.

-Já a funcionalidade “text-to-speech” (“texto para áudio”) possui benefícios em configurações móveis, como a habilidade de criar podcasts pessoais para revisara documentos de trabalho ou anotações durante um trajeto – seja no táxi, ônibus ou metrô, por exemplo.

-O reconhecimento de voz permite interações conversacionais por meio de assistentes virtuais, podendo emitir comandos para descobrir documentos ou criar entradas na agenda, por exemplo.

-E, por fim, a tecnologia “speech analytics” pode permitir a chamada “análise de sentimentos” na empresa, que pode ser útil em situações de entrevistas ou treinamentos.

Quatro marcos 

Arnold apontou ainda quatro marcos tecnológicos que ajudaram a popularizar as tecnologias de reconhecimento de fala/voz e impulsioná-las para frente.

O primeiro foi o lançamento do Google Voice Search, há 10 anos, que usava reconhecimento de voz para acelerar buscas em aparelhos mobile.

Então em 2011 a Apple lançou a assistente Siri, que permitia interações mais baseadas em conversas e impulsionou a tecnologia para um maior reconhecimento junto ao grande público. No mesmo ano, a plataforma inteligente IBM Watson ganhou muita atenção por conta da sua aparição no icônico programa da TV americana Jeopardy.

Em 2015, a Amazon lançou o alto-falante Echo e a sua assistente virtual Alexa, dois lançamento que provaram muito populares entre os usuários – até hoje, na verdade.

E, mais recentemente, a Amazon passou a ficar de olho também no espaço de trabalho com o lançamento da Alexa for Business. A gigante, no entanto, não é a única a criar assistentes virtuais especificamente para as empresas: o Spark Assistant, da Cisco, a Cortana, da Microsoft, a Eva, da Voicera, a Nuance Dragon e o IBM Watson também possuem usos corporativos agora.

Tecnologia disruptiva

Durante uma apresentação no Enterprise Connect, o evangelista chefe da Amazon para o Echo e a Alexa, Dave Ibitski, afirmou que as interfaces de voz seriam “a próxima grande disrupção na computação”, com claras aplicações com configurações corporativas.

“É a ideia da computação ambiente, a ideia de que, a qualquer momento, você poderia dizer algo como ‘Alexa, inicie a minha reunião’, ‘Alexa, como estão as vendas?’, ‘Alexa, esqueci de desligar o projetor na sala de reuniões; desligue-o para mim, por favor’. É algo muito natural e espontâneo”, afirma o executivo da Amazon.

“E tudo isso está acontecendo por causa dos avanços que temos visto na chamada compreensão de linguagem natural (NLU / natural language understanding). E essa é a diferença – está entendendo o contexto.”

O gerente geral da divisão Alexa for Business, Collin Davis, afirmou que as assistentes virtuais já estão ajudando os funcionários a realizarem as suas atividades.

“O que estamos descobrindo é que está acontecendo uma mudança realmente interessante, em que a voz está oferecendo quase que outra dimensão de multi-tarefa, em que os profissionais sentados em suas mesas podem usar a Alexa quase como uma assistente multi-tarefa para conseguir receber informações rapidamente sem perder o foco”, explicou Davis.

“Você pode estar trabalhando em um relatório, por exemplo, e então precisar saber quantos negócios foram fechados no último trimestre sem precisar pegar o smartphone no bolso ou encontrar um app ou ficar navegando entre sites – você apenas recebe a informação que precisa.”

Atualmente, existem mais de 30 mil habilidades da Alexa, e Davis afirma que “uma comunidade crescente” de desenvolvedores de habilidades está construindo habilidades para o espaço de trabalho, e que as fabricantes de software estão habilitando aplicações existentes para que sejam habilitadas por comandos de voz.

Disponível em: http://idgnow.com.br/ti-corporativa/2018/03/20/com-avancos-em-ti-assistentes-virtuais-chegam-aos-escritorios/

Apple e IBM unem forças em machine learning e AI

Plataformas Watson e Core ML serão integradas para facilitar desenvolvimento de aplicações para iPhone e iPad.

Apple e IBM querem criar uma nova era de empresas inteligentes. Para isso, as companhias anunciaram nesta terça-feira (20/3) uma parceria para combinar capacidades em machine learning, inteligência artificial (AI) e nuvem e oferecer novas ofertas: o IBM Watson Services for Core ML e o IBM Cloud Developer Console for Apple.

O anúncio é um dos destaques do Think, evento anual da IBM realizado nesta semana em Las Vegas, nos EUA. “É a única integração deste tipo”, definiu Ginni Rometty, CEO da Big Blue.

Com a parceria – extensão de um acordo firmado entre as companhias há quatro anos -, a plataforma de computação cognitiva da IBM, o Watson, será integrada ao Core ML, sistema de machine learning lançado pela Apple no ano passado, para fornecer informações em tempo real para profissionais.

Com a oferta, desenvolvedores agora podem criar aplicativos com suporte de AI que se conectam de forma segura aos dados da sua empresa, que são otimizados para serem desligados offline e na nuvem e que continuamente aprendem, se adaptam e melhoram por meio de cada interação do usuário.

Na prática, empresas poderão usar sistemas de programação cognitivos da IBM em dispositivos móveis iPhone e iPad. A ideia, no entanto, não é o Watson fazer o papel da assistente virtual Siri, mas sim, ser a aplicação por trás para facilitar o desenvolvimento de aplicações.

Alguns dos recursos disponíveis são: kits de inicialização feitos sob medida para desenvolvedores da Apple que permitem construir e implantar um aplicativo em minutos; orientações detalhadas passo a passo para desenvolvedores com todos os níveis de experiência; e integração perfeita com AI, dados e serviços móveis – tudo otimizado para Swift.

Primeiro caso

A Coca-Cola é o primeiro caso de uso da ferramenta. Com a AI como uma área de foco e sua ênfase na qualidade, a empresa se associou à IBM, trabalhando em protótipos sobre como o IBM Watson Services pode transformar as capacidades de campo. As funcionalidades iniciais em análise são a identificação do problema de reconhecimento visual personalizado, diagnóstico cognitivo e reparo da realidade aumentada.

 

Disponível em: http://computerworld.com.br/apple-e-ibm-unem-forcas-em-machine-learning-e-ai

 

Como a Inteligência Artificial pode auxiliar no dia-a-dia

Quem está inserido no vasto mundo da tecnologia, conhece bem os poderes que a inteligência artificial oferece. Já mostramos aqui o exemplo da Pinacoteca de São Paulo, que possibilitou uma nova interação dos visitantes com as obras expostas, por meio da IA.

Mas, você sabe o que mais essa tecnologia pode fazer? Conversamos com nosso Diretor, Adalberto Giaretta, e ele apontou diversos exemplos! Confira:

 

  • Em hospitais, por exemplo já é possível que a inteligência artificial auxilie na leitura de exames de imagem ou até diagnósticos de câncer.
  • Em call centers, os chatbots já atendem clientes em demandas e dúvidas frequentes. Basta ensinar a máquina (machine learning) e é possível que ela entenda o problema do cliente, o contexto, os sentimentos para, assim, atender da forma mais adequada.
  • Na construção civil, a inteligência artificial também pode ser de grande valia, especialmente quando se trata de segurança. Por exemplo, o sistema pode identificar, por meio de imagens em tempo real, funcionários que estão sem equipamentos de segurança em uma obra.
  • Em celulares, tablets e até mesmo computadores, o reconhecimento de íris e facial também são formas iniciais de inteligência artificial.
  • Na agroindústria, a evolução também já chegou! Hoje, drones já possuem o software de IA e sobrevoam lavouras para analisar padrão de folhas, frutos etc.
  • Para linhas de produção, a qualidade de produtos também pode ser analisada com inteligência artificial. Basta ensinar o padrão correto ao software e ele analisa a conformidade.
  • Em lojas virtuais, a IA pode ser utilizada em um nível muito avançado. Essa tecnologia consegue analisar o que as pessoas falam, o que seguem nas redes sociais, o que curtem, compartilham e, a partir disso, conseguem ter insights da sua personalidade (personality insights). Dessa forma, as lojas virtuais oferecem a você produtos compatíveis com o que você demonstra gostar.

 

É claro que esses são apenas alguns exemplos de como a IA pode auxiliar. Basicamente, dados hoje significam poder. Quem consegue aproveitá-los e trabalhar com eles de maneira efetiva, está (ou pode ficar!) muito à frente no mercado.

Três boas razões para transformar os chatbots em aliados no atendimento ao cliente

A tecnologia cognitiva dos chatbots permite identificar o contexto da conversa de forma rápida, para propor as melhores soluções ao cliente em linguagem natural

 

A era em que as empresas comandavam as relações de consumo chegou definitivamente ao fim. No lugar, surgiu o consumidor 5.0, que não aceita menos do que um atendimento de excelência e um produto de qualidade. Ele é ultraconectado, bem informado e pode tanto promover uma marca gratuitamente quanto contribuir para que a companhia feche as portas. Diante desse cenário, as empresas se viram em um impasse: como encantar, satisfazer e fidelizar o cliente 5.0?

 

A chave está em entender qual problema ele quer resolver, quais são os gostos e preferências, o que busca, como pensa e o que considera importante no relacionamento com as marcas. Difícil? Se você tiver a tecnologia como aliada, tudo se torna mais simples. Dentro desse contexto, há uma ferramenta muito útil – e melhor, válida para companhias de todos os tamanhos e ramos de atuação – que pode reunir esse conhecimento sobre o consumidor com agilidade e assertividade: o chatbot.

 

A tecnologia cognitiva dos chatbots permite identificar o contexto da conversa de forma rápida, para propor as melhores soluções ao cliente em linguagem natural, muito próxima da humana. Além disso, eles são capazes de aprender continuamente, com o apoio do profissional de tecnologia, conforme as interações vão acontecendo.

 

Outro benefício dos chatbots é que eles podem ser utilizados em diferentes necessidades, desde pesquisa de satisfação, atualizações cadastrais, até campanhas de marketing e pós-venda, atuando como a interface entre a empresa e o cliente. Eles não se limitam a necessidades conhecidas e podem ser incluídos em qualquer projeto, oferecendo uma ampla gama de possibilidades, por ser uma das mais inovadoras formas de abordar clientes e prospects.

A automação e agilidade nos processos é outro diferencial dos chatbots. Eles permitem a interação com milhões de pessoas ao mesmo tempo, sem filas, aprimorando a relação empresa-cliente. Dados de mercado revelam que o ganho em economia fica próximo dos 95%, aliando a estratégia dos seres humanos com a operacionalidade dos chatbots.

 

Para ficar ainda mais claro, traço três principais motivos para adotar os chatbots e, assim, elevar a relação de clientes e marcas a um patamar muito mais inteligente, simplificado e eficiente:

 

1. O futuro é conversacional

Pesquisas recentes mostram que os chatbots devem assumir as interações entre empresas e consumidores em breve. Isso porque os consumidores, principalmente os 5.0, não querem esperar para ter seus problemas resolvidos ou para serem atendidos. Muitos deles já descobriram nas mensagens instantâneas a forma mais rápida e assertiva de encontrar as respostas. Além disso, preferem estabelecer uma conversa inteligente e informal com as companhias.

 

2. User experience na prática

O Gartner revelou que, em poucos anos, 89% das empresas estarão competindo pela experiência do consumidor. Nessa batalha, que nem sempre se trata de um “acordo de cavalheiros”, vencerá quem oferecer o que o cliente busca, e não necessariamente o produto ou serviço com mais recursos, interfaces, funcionalidades. É preciso começar já a conhecer o seu público-alvo! E não há maneira mais rápida, eficiente e próxima do que os chatbots.

 

3. Mimos? Sempre!

O consumidor 5.0 adora ser surpreendido. Precisa ter a percepção clara de que não é apenas um em um milhão de clientes. Para isso, a personalização é fundamental e está explícita nos chatbots. Com o chatbot você pode perguntar, por exemplo: “O que te deixaria ainda mais feliz com a nossa marca?” “Desconto?” “Promoções?” “Mais unidades?”. As possibilidades são infinitas.

 

Portanto, se você está buscando uma forma segura, personalizada, inteligente, simples e que, ao mesmo tempo, ofereça escala com investimentos atrativos para se relacionar com o novo perfil de consumidor, os chatbots são, sem sombra de dúvidas, grandes aliados.

 

Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/tres-boas-razoes-para-transformar-os-chatbots-em-aliados-no-atendimento-ao-cliente/123621/