Inteligência Artificial: o futuro chegou ao presente, e agora?

A Inteligência Artificial movimenta, nos dias de hoje, US$ 2,4 bi; Para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi

 

Falecido em 14 de março de 2018, Stephen William Hawking, ou Stephen Hawking, como é conhecido, disse que “todos os aspectos das nossas vidas serão transformados, e isso pode ser o maior evento na história da nossa civilização”. Nessa frase, o físico se referia à Inteligência Artificial (IA) e o impacto que ela pode ter em nosso cotidiano.

Mesmo sem ser novo – o termo já existe há décadas –, esse tipo de tecnologia está em constante evolução, tornando-se cada vez mais concreta e dando opções de aplicações nas mais diferentes áreas de negócio. Hoje vivemos a 4ª grande Revolução Tecnológica, que engloba todos os conceitos de IA, Big Data, Analytics e diversas outras inovações.

 

Conforme levantamento realizado pela Statista, que reúne estatísticas de diversos setores, a Inteligência Artificial movimenta, nos dias de hoje, US$ 2,4 bi. Para 2025, a expectativa é que esse valor supere os US$ 60 bi, tornando-se um dos principais setores no que tange as tecnologias disruptivas.

Historicamente empresas encontram diversas barreiras para a realização de tarefas que deveriam ser simples. Em datas de pico, como o Natal, as lojas online precisam aumentar o seu efetivo em call center para atender a demanda. Esse investimento poderia ser melhor aproveitado em algum setor que de fato ajudasse a companhia a elevar o número de conversões. Atualmente isso já é possível. Com a IA as corporações estão encontrando alternativas e alcançando benefícios como a redução de custo operacional, a melhoria na eficiência e a automatização de processos, dentre outros.

Esse tipo de solução já está tão presente na rotina da população, que as pessoas já não percebem mais a tecnologia, mas sim os seus benefícios. Ao realizar uma pesquisa em um buscador, caso o usuário escreva alguma palavra errada, o próprio site questiona se a busca não era diferente, e isso é algo simples que ocorre com cada vez mais frequência. Para os mais leigos, o assunto pode passar batido, mas os mais antenados percebem a evolução: as máquinas estão aprendendo.

E não é só isso. Pesquisas utilizando a voz são possíveis e você não precisa soar robótico, mesmo falando de maneira informal você será entendido e terá seus resultados. Rostos são reconhecidos em fotos nas redes sociais de forma automática. Tudo isso é Inteligência Artificial. Num primeiro momento podemos nos assustar, mas as experiências tendem a ser cada vez mais humanizadas e únicas.

Quanto a essa tendência costumamos falar que no futuro as pessoas não precisarão mais aguardar horas no telefone para adquirir ou cancelar um serviço, que os smartphones estarão cada vez mais próximos, como verdadeiros amigos, e que diversas atividades poderão ser realizadas de maneira autônoma, mas isso é mesmo uma tendência? A grande verdade é que tudo isso já acontece.

Já falava William Ford Gibson, escritor américo-canadense de ficção especulativa, “Como eu tenho dito muitas vezes, o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído”. O próximo passo, portanto, é tornarmos essas tecnologias cada vez mais palpáveis e acessíveis, garantindo a sua distribuição e assegurando que o futuro estará cada vez mais no presente.

 

Texto de Oliver Sanchez, disponível em: https://www.administradores.com.br/noticias/negocios/inteligencia-artificial-o-futuro-chegou-ao-presente-e-agora/124574/

Afinal, o que é Machine Learning?

Você já deve ter escutado ou lido o termo “Machine Learning (ML)” diversas vezes, principalmente se trabalha na área de TI (e se não trabalha, também!). Mas, afinal, em meio a tantas expressões tecnológicas novas, você sabe o que realmente significa ML?

De forma resumida, Machine Learning – também conhecido como aprendizado de máquina – é um método que permite que máquinas tomem decisões e façam previsões baseadas em análise de dados, sem que tenham sido necessariamente programadas para isso. Ou seja, elas não são programadas, mas sim “aprendem a aprender”.

Diversos avanços tecnológicos atuais têm ML como base, a exemplo de carros que dirigem sozinhos, sistemas de reconhecimento de voz, de imagem, visão computacional etc. Por exemplo, você utiliza Netflix, Google ou Spotify? Essas três empresas utilizam do Machine Learning para muitas coisas!

A Netflix consegue identificar os diversos tipos de perfis de seus clientes e, podendo fazer sugestões inteligentes de programação personalizada para cada usuário. O Google, por sua vez, consegue selecionar resultados mais assertivos quando você realiza uma busca. E o Spotify pode te indicar novas músicas, que você desconhece, baseado nas músicas que você já ouviu ou ouve com mais frequência.

Resumindo, ML é demais! As empresas, cada vez mais, especializam-se e investem nessa área, pois ela proporciona um enorme diferencial competitivo para o negócio, serviço ou produto. Aprendizagem, personalização e experiência são as palavras que definem Machine Learning.

Microsoft Translator ganha tradução offline com inteligência artificial

O Microsoft Translator, aplicativo de tradução da empresa de Redmond, acaba de ganhar um novo recurso bastante útil para quem pretende viajar para outro país. A partir de agora, o software — disponível para Android e iOS — será capaz de traduzir textos mesmo sem estar conectado à internet, utilizando um mecanismo de inteligência artificial para oferecer respostas mais eficientes aos usuários.

O mais bacana é que o recurso vai funcionar até mesmo com dispositivos que não possuem um chip integrado para processos de IA (algo presente apenas em modelos topos de linha), o que significa que uma vasta gama de smartphones poderão usufruir do recurso. Embora vários softwares semelhantes já trabalhem offline, o Microsoft Translator é a primeira solução a oferecer a chamada “tradução neural” sem conexão com a internet.

É importante observar que, neste primeiro momento, a funcionalidade vai englobar “apenas” onze idiomas: árabe, chinês simplificado, francês, alemão, italiano, japonês, coreano, português, russo, espanhol e tailandês. A atualização para a edição do Android já está disponível; porém, a compilação ainda vai demorar um pouquinho até chegar na App Store do iOS.

 

Disponível em: https://canaltech.com.br/apps/microsoft-translator-ganha-traducao-offline-com-inteligencia-artificial-112176/

Robô promete fazer jornalismo 100% imparcial

Software vasculha todos os principais sites em busca de informações e escreve um texto com três versões: favorável, crítica e neutra.

 

Em meio a tantos debates sobre fake news e polarização política, as pessoas estão cada vez mais céticas com os veículos de comunicação tradicionais. Uma startup dos EUA diz ter a solução para isso: um robô jornalista, supostamente capaz de escrever notícias com 100% de imparcialidade. A empresa se chama Knowhere, e criou um bot que lê sites de notícias para determinar quais são os temas mais importantes no momento.

A partir daí, o software escreve três artigos sobre cada assunto. Um deles adota uma postura favorável, outro é crítico e o terceiro é imparcial. Ao escrever uma notícia sobre o Facebook, por exemplo, o robô redigiu os seguintes títulos: “Facebook admite espionar o Messenger” (viés negativo), “Facebook escaneia o Messenger para remover conteúdo impróprio” (viés positivo) e “Facebook escaneia mensagens enviadas no Messenger” (versão neutra). Os fatos em si não mudam. O que muda são as escolhas de palavras e as ênfases do texto.

Depois que o robô escreve o texto, um grupo de nove editores humanos coloca a mão na massa para deixar o texto mais claro e agradável de ler. Os editores não têm autonomia para alterar as informações em si. As notícias “imparciais” podem ser lidas no site da Knowhere, que em alguns casos também publica as versões críticas e favoráveis de cada texto.

O algoritmo atribui maior peso à fontes confiáveis, como o New York Times, e menos peso a sites menores. A fonte que for pega espalhando informações falsas é expulsa do banco de dados. Por hora, a inteligência artificial possui limitações graves, como a impossibilidade de fornecer um furo jornalístico, por exemplo.

O novo jornalista ainda está no início de sua carreira e, como todo iniciante na profissão, ainda tem muito o que aprender. Principalmente, no que se refere a ter um olhar crítico sobre os fatos. Mesmo assim, já está com emprego garantido pelos próximos anos: a Knowhere recebeu US$ 1,8 milhão de investidores. Mais dinheiro do que a maioria dos jornalistas consegue juntar durante a vida.

 

Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-promete-fazer-jornalismo-100-imparcial/

Investimentos em tecnologia no Brasil aumentam 4,5% em 2017

País está na nona posição no ranking global de investimentos no setor

O mercado de Tecnologia da Informação (TI, composto de hardwares, softwares e serviços) no Brasil cresceu 4,5% em 2017. O país está na nona posição no ranking global de investimentos no setor, com aporte de US$ 38 bilhões no ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), do estudo anual do setor realizado em conjunto com a consultoria IDC.

No ranking mundial, o Brasil fica atrás de Estados Unidos (US$ 751 bilhões), China (US$ 244 bilhões), Japão (US$ 139 bilhões), Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Índia. No total, foram US$ 2,07 trilhões em investimentos em TI no último ano.

De acordo com a Abes, na América Latina, o Brasil está no topo da lista de investidores, seguido por México (US$ 20,6 bi), Argentina (US$ 8,4 bi) e Colômbia (US$ 7 bi). O país foi responsável 39,1% do total de investimentos da região, que foi de US$ 97,3 bilhões.

Para a associação, os resultados mostram a retomada do espaço perdido nos últimos anos e um maior grau de maturidade nos investimentos em tecnologia, com ampliação da participação dos investimentos em software e serviços nos investimentos totais em TI.

 

Telecomunicações

Já os investimentos em TIC, que engloba TI mais o setor de telecomunicações, somaram mundialmente US$ 3,55 trilhões em 2017, sendo US$ 105 bilhões somente no Brasil, o que, segundo a Abes, garantiu o sexto lugar no ranking geral, recuperando uma posição em relação ao ano anterior. Para 2018, a expectativa da Abes é de mais recuperação, com mais oportunidades no segundo semestre e crescimento anual de 4,1% no segmento de TI.

 

Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/investimentos-em-tecnologia-aumentam-45-em-2017-no-brasil/