Tecnologia de áudio pode fazer fones de ouvido virarem coisa do passado

No que depender de uma empresa chamada Noveto, fones de ouvido podem se tornar coisa do passado. A startup está desenvolvendo uma tecnologia de “áudio focado”, que faz com que o som de dispositivos seja direcionado para seus ouvidos, impedindo que qualquer pessoa ao seu redor escute o que você está ouvindo.

Como relata o site Business Insider, o primeiro produto da empresa se chama Sowlo, que é um dispositivo não muito diferente de um soundbar ou caixa de som Bluetooth. A diferença, no entanto, é sua capacidade de levar o som diretamente para os ouvidos dos seus usuários.

Som direcional, no entanto, não é uma tecnologia nova. Já existe tecnologia que fazem com que o áudio siga uma linha reta e não se espalhe; o problema é que o usuário precisa manter o ouvido exatamente alinhado com a saída de som para escutar alguma coisa. O que a Noveto faz é misturar essa tecnologia com reconhecimento de imagem 3D para descobrir onde estão as orelhas do usuário para ajustar a saída de som diretamente para as orelhas.

A ideia da empresa é ir além de fornecer equipamento de áudio dedicado como o Sowlo. A companhia prevê um futuro em que sua tecnologia seria incorporada a outros tipos de aparelhos como celulares, tablets, TVs, monitores, ou até mesmo esteiras ergométricas. Para isso, no entanto, seria necessário fechar parcerias com fabricantes destes aparelhos.

A tecnologia é interessante por dispensar os fones, que por melhores que sejam costumam causar algum tipo de desconforto. No entanto, ela tem seus pontos fracos: ela não permite o isolamento sonoro, então você continua escutando o que acontece ao seu redor, e o seu rosto precisa estar em uma posição onde o áudio possa alcançar os dois ouvidos. Se você resolver olhar para o lado, por exemplo, só uma das orelhas será alcançada.

A empresa prevê que seus primeiros produtos cheguem ao mercado em 2019, ainda sem previsão de preço.

 

Disponível em: https://olhardigital.com.br/noticia/tecnologia-de-audio-pode-fazer-fones-de-ouvido-virarem-coisa-do-passado/77063

Proteção de dados exige uma combinação entre tecnologia e legislação

A segurança da informação e serviços de privacidade ganham cada vez mais espaço na sociedade, envolvendo não só empresas, indústria da segurança, como também responsáveis pelas áreas de compliance e advogados. O tema ganhou força com a iminência da aprovação lei que trata sobre as regras necessárias para a proteção de dados pessoais no Brasil pelo Senado Federal, após ter sido aprovada na Câmara dos Deputados no dia 29 de maio.

Durante o Data Protection Forum, realizado nesta terça-feira, 19 de junho, promovido pela TI INSIDE, em São Paulo, os participantes discutiram a questão da proteção de dados, privacidade, a nova lei europeia (GDPR) e soluções técnicas e de gestão indispensáveis ao compliance e segurança da informação.

Embora muitas organizações já adotam políticas de segurança de dados e respeitam uma série de regras de compliance atendendo as mais diversas regulamentações nacionais e internacionais, há soluções das mais diversas para proteger os dados.

“O grande desafio é quem tem acesso aos dados, o responsável pelo gerenciamento dos dados e, nesse caso, muitas vezes o vazamento das informações está dentro da companhia porque esse profissional é quem tem todos os logs. Além disso, um hacker pode usar um código que, ao invés de entrar com o login de usuário, ele consegue acessar todas as informações do banco de dados sem que ninguém perceba, se passando pelo gestor do banco de dados por meio do SQL Injector”, alerta Cesar de Afonseca, CEO e Fundador da Leadcomm.

A opinião é corroborada pela pesquisa apresentada por Vanessa Fonseca, Cybersecurity Strategy Executive na Accenture Brasil, que constatou que 53% dos incidentes de segurança tiveram origem principalmente pelo fator humano. Os índices de sucesso na identificação dos ataques não são satisfatórios – apenas 2% das companhias entrevistadas foram capazes de identificar a maioria dois ataques (81%). Além disso, 51% delas disseram que levam meses para identificar os ataques, apesar de que 75% das empresas que priorizam a proteção e prevenção em suas estratégias de segurança cibernéticas estão confiantes que suas ações estão atingindo os objetivos.  No entanto, menos da metade sabe mensurar o impacto ou identificar potenciais causas de incidentes cibernéticos. “Desconhecem inclusive o potencial prejuízo financeiro causado pela queda do valor das ações, como aconteceu recentemente com Equifax e Facebook, que também demoram para recuperar o patamar até então de valor no mercado. Não é só questão de tecnologia, mas de negócios”, enfatiza a executiva.

Além do acesso não autorizado a banco de dados das empresas, outro ponto sensível para proteção de dados – e usado como documento para tratar de litígio na esfera jurídica – é o e-mail.  “Com o uso de e-mails crescendo 40% ao ano e sem expectativa de queda, não é uma questão de se – e sim, quando – você precisará produzir registros de e-mails”, comenta Everton Cardoso, consultor Sênior da Arcserve, quando lembra que mais de US$ 1 bilhão já foram pagos por empresas que não estavam em conformidade com as regras de compliance, de acordo com estudo da IDC.

Diante da Lei Geral de Proteção de Dados, a indústria de tecnologia se aproxima cada vez mais dos advogados para esclarecer, por meio das ferramentas adotadas pelos clientes, as vantagens de cada tipo de solução. “Ainda não vejo uma sinergia real com os advogados”, comenta Celso Oliveira, diretor da Quest Latam, “mas estamos abertos a estreitar essa relação”. A SCI, que representa a PK Ware/PK Zip e parte de um grupo de empresas, conta com parceiros na área jurídica inclusive em mercado verticais, garante Oduvaldo Zeferino, especialista em soluções para proteção das informações da empresa.

4 missões do Summit, o supercomputador mais poderoso do mundo que acaba de entrar em operação

Ocupando área de duas quadras de tênis, máquina que realiza 200 quatrilhões de cálculos por segundo será usada para criar modelos e simulações, visando avanços em áreas como saúde, energia, desenvolvimento de materiais e astrofísica.

 

Mal entrou em funcionamento e já está sendo chamado de o supercomputador mais poderoso do mundo. Esse é o Summit, que é duas vezes mais rápido do que o chinês Sunway TaihuLight, tido até então como que a máquina mais veloz do planeta.

Desenvolvido nos Estados Unidos por meio de uma parceria entre a IBM e a Nvidia, o Summit, que fica no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tenessee, o supercomputador tem capacidade para 200 quatrilhões de cálculos por segundo.

É composto por fileiras de servidores do tamanho de geladeiras que, juntos, pesam 340 toneladas e ocupam uma área de 520 m² — o equivalente a duas quadras de tênis. O Summit está conectado com mais de 300 quilômetros de cabos.

O computador trabalha como um monstro sedento que consome mais de 4 mil galões de água a cada minuto para manter seu sistema de refrigeração funcionando.

Segundo os criadores, a máquina é tão eficiente que já funcionava enquanto ainda estava sendo montada.

“Imagine dirigir um carro de corrida enquanto trocam os pneus”, disse Thomas Zacharia, diretor do laboratório onde a supermáquina foi montada.

A princípio, o computador será usado para criar modelos científicos e fazer simulações baseadas em inteligência artificial e automatização de padrões para acelerar descobertas em áreas como saúde, energia, desenvolvimento de materiais e astrofísica.

Superpoderes

  • 200 quatrilhões de cálculos em um segundo. Se uma pessoa consegue fazer um cálculo por segundo, levaria 6,3 bilhões de anos para calcular o que o Summit executa em um piscar de olhos.
  • Se os 7,4 bilhões de habitantes do mundo fizessem um cálculo por segundo, demoraria 305 dias para realizar uma operação que para o Summit é instantânea.
  • O sistema de armazenamento do Summit é capaz de armazenar 250 petabytes de dados, o que equivale a 74 milhões de anos de vídeo de alta definição.

Veja como o poderoso “cérebro” do Summit poderá ajudar a conseguir avanços nessas áreas:

1. Astrofísica

O Summit vai permitir simular cenários de explosões de estrelas mil vezes maiores que as que vinham sido recriadas até agora. Também vai poder rastrear 12 vezes mais elementos que os atuais projetos.

Pesquisadores esperam conseguir coletar pistas sobre como elementos pesados, incluindo ferro e ouro, se formaram na Terra.

2. Materiais

Entender como as partículas subatômicas se comportam é um conhecimento tido como chave no desenvolvimento de novos materiais para produzir, armazenar e transformar energia.

O Summit promete multiplicar por 10 a capacidade de simulação desses comportamentos, o que deve acelerar a descoberta de materiais que podem conduzir energia de forma mais eficiente.

3. Acompanhamento do câncer

Médicos e cientistas usam ferramentas automatizadas para extrair, analisar e classificar informações na tentativa de identificar fatores relacionados ao câncer, como genes, características biológicas e meio ambiente.

O Summit ajudará a cruzar essas informações com relatórios e imagens de diagnósticos. Assim, ajudará a obter um panorama mais completo da população que sofre de câncer, com um nível de detalhe que normalmente só se obtém de pacientes que fazem parte de pesquisas clínicas.

4. Biologia

O Summit usará inteligência artificial para analisar dados com informação genética e biomédica.

A ideia é que, por meio dos cálculos feitos pelo supercomputador, pesquisadores consigam identificar padrões de comportamento das células humanas.

Especialistas ensinam 5 passos para lucrar com os dados de sua empresa

“Monetizing Your Data: A Guide to Turning Data into Profit-Driving Strategies and Solutions” é o nome do livro recentemente lançado por uma dupla de especialistas em análise de dados que ensina empresários a transformar os dados de suas companhias em lucros reais. De acordo com Andrew Roman Wells e Kathy Williams Chiang, as empresas podem obter ainda mais resultados financeiros ao analisar melhor seus dados.

Chiang (vice-presidente de Business Insights da Wunderman) se juntou com Wells (CEO de Management Consulting da Aspirent) e viu a oportunidade de unir seus dois focos de atuação, uma vez que, enquanto ela tem sua direção mais voltada para a análise de dados, o empresário trabalha com líderes e estratégias.

Ao observarem o quanto esses dois processos costumam funcionar de maneira desconexa dentro das empresas em geral, eles descobriram que poderiam “trazer mais objetividade para o lado do planejamento e mais significado e propósito para o lado dos dados”. Ainda de acordo com a VP, “isso mostra o quanto [a análise] quantitativa e qualitativa pode ser conectada ao ambiente empresarial”.

As cinco principais fases do processo

De acordo com o livro lançado pela dupla de experts, há cinco fases essenciais a serem avaliadas e seguidas por empresários para que os dados de suas companhias sejam convertidos em resultados. São elas:

1. Descoberta

Nessa etapa inicial, a recomendação é: focar na natureza dos problemas ou nas oportunidades que estão à frente da empresa, tentando montar uma imagem clara do cenário em que a companhia se encontra, a fim de determinar quais ações tomar a seguir e prever quais serão os impactos gerados por essas ações.

Segundo Wells, essa fase de descoberta é a que vai criar a base para compreender os objetivos do negócio, permitindo que sejam criados problemas hipotéticos que serão solucionados antes mesmo que se tornem reais. “É a plataforma de lançamento para o restante do projeto”, afirma.

2. Análise de decisões

A segunda fase envolve uma postura mais analítica quanto à tomada de decisões da empresa. Para Chiang, cabe aqui chegar à raiz dos problemas, procurando vieses que a equipe possa estar trazendo para o problema em questão. Isso porque é possível que os membros da equipe já tenham tomado decisões ou pensado em soluções previamente, e só estejam procurando dados para confirmá-las.

Para Chiang, esse segundo passo serve para “ser mais objetivo sobre quais alternativas valem a pena ser consideradas, e ser mais ciente das predisposições que a equipe possa estar trazendo ao projeto”.

3. Estratégias de monetização

Passadas as etapas iniciais, é chegada a hora de determinar se as soluções propostas têm algum valor. Conforme as avaliações feitas por Chiang em seu livro, na era do Big Data, “o que constantemente está faltando é o valor”, e, nessa parte do processo, o empresário deve testar suas análises para ver se elas geram alguma vantagem.

4. Análises ágeis

De acordo com Wells, analisar agilmente os dados de sua empresa permitirá a tomada de decisões e elaborar soluções mais rapidamente. E essa agilidade significa envolver todos os diretores da companhia no processo, liberando o acesso aos dados sem que seja necessário passar por sistemas burocráticos que gastam tempo e recursos à toa.

5. Ativação

A última fase listada pela dupla de especialistas em seu livro é a etapa da ativação, que envolve “endurecer” o processo. Segundo Wells, esse passo “assegura que os dados sejam válidos, que os cálculos estejam corretos e que os usuários estejam engajados no processo”. Essa fase é listada como a última e vem logo após a etapa de elaboração de análises ágeis, pois, uma vez que os membros da equipe estejam participando da coleta e da análise de dados, eles confiarão naquelas informações e isso fará com que eles se comprometam mais com o projeto.

 

Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/empreendedorismo/115703-especialistas-ensinam-5-passos-lucrar-dados-empresa.htm