Os 9 profissionais em TI mais disputados no atual mercado de trabalho

A explosão de tecnologias e novos produtos digitas tem impulsionado a carreira de profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Mas quais as carreiras mais demandadas atualmente?

Pesquisa realizada pela Page Personnel, consultoria de recrutamento especializada em cargos técnicos e de suporte à gestão, pertencente ao PageGroup, aponta que desenvolvimento de software, gestão de projetos e infraestrutura são algumas das especialidades mais buscadas por empresas do setor.

Segundo o Barômetro de TI, estudo realizado pelo PageGroup junto aos profissionais da área de tecnologia com o objetivo de mapear esse mercado, os especialistas que dominarem essas áreas terão mais chances de oportunidades de trabalho no setor.

A expectativa, segundo a consultoria, é de que a procura por esses profissionais seja ativa até o final de 2019. Para realizar esse estudo, o PageGroup contou com a participação de 1745 respondentes e análise dos currículos de cerca de 17 mil profissionais de tecnologia de diversas empresas e setores.

Confira os perfis profissionais que as companhias procuram, faixa salarial e análise dos consultores para a demanda crescente:

Desenvolvimento de software:

O que faz: profissional que desenvolve ou faz manutenções e melhorias de softwares em diversos tipos de sistemas.

Perfil da vaga: especialista em programação. Normalmente são profissionais que se especializam em uma linguagem de programação e segmento de atuação de mercado.

Salário: R$ 5 mil a R$ 15 mil

Motivo para alta: momento de mercado de desenvolvimento de software extremamente aquecido. Necessidade de profissionalizar sistemas webs e construção de projetos mais complexos e sólidos.

Projetos de ERP

O que faz: profissional que desenvolve projetos de sistemas ERP (Enterprise Resource Planning). Atua no levantamento de requisitos, mapeamento de processos e modelagem de dados, estuda e implementa sistemas de acordo com as regras de negócio acordado. Soluciona bugs técnicos, indica o caminho a seguir, mostrando possíveis soluções. Atua também no treinamento de usuários e criação de documentação.

Perfil da vaga: Perfil muitas vezes dividido entre “funcional” e “programador” onde o primeiro é responsável pelo contato com usuários e levantamento dos requisitos e o segundo é responsável pela programação do sistema em si. Em alguns casos encontra-se profissionais “híbridos” com ambas atuações.

Salário: R$ 2 mil a R$ 9 mil

Motivo para alta: necessidade de uso de sistemas de gestão interna das empresas.

Gestão da Informação/Banco de dados

O que faz: profissional responsável por gerenciar, instalar, configurar, atualizar e monitorar um banco de dados ou sistemas de bancos de dados de uma ou mais empresas.

Perfil da vaga: Profissionais especialistas em um banco de dados específico ex: Oracle, SQL, etc. Possui conhecimentos em linguagens específicas de banco de dados e conhecimentos em estruturas de banco de dados.

Salário: R$ 3 mil a R$ 9 mil

Motivo para alta: Necessidade de profissionais que dominem e consigam ligar com um constante aumento no volume de dados armazenado e integrado nas empresas.

Gestão de projetos

O que faz: gerente de projetos é um profissional que tem a responsabilidade de planejar e controlar a execução de projetos em desenvolvimento de software.

Perfil da vaga: Profissionais normalmente generalistas e analíticos, sempre abertos a mudanças e com forte contato com diversas áreas de negócios dentro da empresa. Normalmente são profissionais que tiram certificações e se especializam em uma metodologia específica de gestão de projetos. Podem seguir para área de projetos ágeis ou projetos tradicionais (cascata).

Salário: R$2,5 mil a R$ 20 mil

Motivo para alta: crescente expansão de diversos projetos simultâneos na área de TI, por isso a necessidade de profissionais especializados em gestão de projetos.

Suporte

O que faz: Profissional responsável por prestar suporte/assistência a clientes internos ou externos com objetivo de solucionar problemas técnicos.

Perfil da vaga: Profissional que terá muito contato com clientes internos e externos para atender a chamados e demandas de suporte à tecnologia. É extremamente comum que seja exigido fluência em outros idiomas para esta posição.

Salário: R$ 1,5 mil a R$ 5,5 mil

Motivo para alta: necessidade de suportar as operações de grandes empresas para suporte a suas tecnologias.

Usabilidade/Interface/Interação (UX / UI)

O que faz: responsável pela experiência de uso de uma interface — a forma como ela guia o usuário, como ele se sente utilizando aquele sistema e qual é a forma como a interface é apresentada.

Perfil da vaga: Profissional responsável pela elaboração de mapas de navegação do usuário, testes de usabilidade, criação, desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras e atraentes, prototipação, fluxo do usuário e de processos, ligando a interação comunicativa às ideias de Design.

Salário: R$ 4 mil a R$ 15 mil

Motivo para alta em 2018: necessidade das empresas em cuidar da experiência que seus usuários têm com seus produtos e serviços.

Business Intelligence

O que faz: o profissional de Business Intelligence (BI) controla e analisa as iniciativas do cliente no ambiente digital, bem como seus indicadores e metas.

Perfil da vaga: Responsável por análises micro e macroscópicas do mercado a fim de otimizar a gestão dos negócios. A partir da análise de dados, o profissional de BI define novos padrões e melhores práticas de desenvolvimento, além de identificar bases de dados que serão fontes de informação para o crescimento da empresa.

Salário: R$ 5 mil a R$ 20 mil

Motivo para alta: necessidade das empresas em proporcionar inteligência gerencial ao negócio.

Infraestrutura/Redes/Sistemas

O que faz: responsável por gerenciar projetos e operações de serviços de Tecnologia da Informação.

Perfil da vaga: profissional que irá gerenciar um projeto em todos seus estágios, planejar e gerenciar toda área de TI, envolvendo infraestrutura e sistemas, engenharia de processos, elaborar estratégias e procedimentos de contingências, visando a segurança a níveis de dados, acessos, auditorias e a continuidade dos serviços dos Sistemas de Informação.

Salário: R$ 2 mil a R$ 28 mil

Motivo para alta em 2018: alta necessidade de segurança dos dados e das informações e grande tendências da utilização de sistemas integrados.

Segurança da Informação

O que faz: consiste na “proteção da informação de vários tipos de ameaças para garantir a continuidade do negócio, minimizar o risco ao negócio, maximizar o retorno sobre os investimentos e as oportunidades de negócio”.

Perfil da vaga: profissional que gerencia as oportunidades de aplicação de tecnologia e interage com outras áreas de maneira a assegurar a segurança das informações da empresa.

Salário: R$ 4 mil a R$ 20 mil

Motivo para alta em 2018: alta necessidade de segurança da informação e privacidade dos dados.

 

Disponível em: http://idgnow.com.br/carreira/2018/11/06/os-9-profissionais-em-ti-mais-disputados-no-atual-mercado-de-trabalho/

Publicado em: TI Marcado como: 2019

Quais os principais desafios do blockchain para 2019?

Especialistas do mercado financeiro classificam tecnologia como pronta, mas listam barreiras que ainda devem ser superadas

Blockchain definitivamente é um dos hypes do mundo da tecnologia – dividindo espaço nas famosas listas de tendências com outros termos como inteligência artificialmachine learning e analytics. Após pegar “carona” na popularização das moedas digitais, sobretudo do bitcoin – o qual o blockchain funciona como “base” -, a tecnologia tem cruzado fronteiras e está chegando a diversas áreas de negócios.

Um dos setores pioneiros no uso do blockhain é o mercado financeiro. No Brasil, por exemplo, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) criou há dois anos um grupo de trabalho para o tema, que conta com colaboração de todos os grandes bancos brasileiros.

Durante o Ciab Febraban, principal evento do setor financeiro no País, realizado em junho deste ano, o grupo apresentou o primeiro protótipo com uso da tecnologia, desenvolvido de forma colaborativa por instituições financeiras. O projeto em questão usa blockchain para compartilhar informações de segurança sobre dispositivos móveis usados por clientes nas relações com bancos. Com esses dados, bancos conseguem enriquecer seus sistemas antifraude para determinar se um dispositivo específico não é confiável, por exemplo.

O que vem pela frente?

RTM, provedora de serviços para integração do mercado financeiro, promoveu na última quarta-feira (7/11) a terceira edição da Conferência Blockchain, em São Paulo (SP),  para debater cenário, aplicações e futuro da tecnologia.

Guilherme Horn, diretor de inovação da Accenture – empresa que, segundo o executivo, já roda mais de 200 provas de conceito ligadas a blockchain -, liderou um debate com quatro especialistas do setor. Horn, que participou das últimas duas edições do evento, lembrou que, em 2016, o debate sobre desafios era sobretudo com relação à necessidade de consenso e colaboração entre todos os players que pretendiam utilizar plataformas de blockchain. No ano passado, um tema muito abordado foi a tecnologia em si. E agora, qual o principal desafio em 2018, já projetando o que vem pela frente em 2019?

Minha empresa realmente precisa de blockchain?

Jochen Mielke de Lima, diretor de TI da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão(combinação entre a BM&FBOVESPA e a Cetip), dividiu os desafios em duas vertentes. O primeiro deles, em negócios, será entender se o blockchain é a tecnologia ideal para determinado projeto. “Para que vamos usar isso? Não seria uma forma mais cara de fazer o que já fazemos hoje? Estamos resolvendo problema que efetivamente existe”, indagou o executivo, citando algumas perguntas que executivos devem fazer a si mesmo antes de pensar em adotar blockchain. “O primeiro desafio é não fazer algo só por fazer. É estudar e fazer uma avaliação aprofundada sobre custos.”

George Marcel Smetana, especialista de pesquisa e inovação do Bradesco, foi categórico – em linha com o raciocínio de Lima: “Blockchain não é solução para tudo”, resumiu, ressaltando a necessidade de um entendimento minucioso sobre a ferramenta antes de colocar projetos em prática.

Blockchain para negócios

Do ponto de vista tecnológico, Lima acredita que o blockchain já atingiu maturidade para sair do “nicho” de áreas de inovação (ligadas à TI) e de fato entrar nas discussões de negócios.

“Começaremos a ter discussões mais profissionais. O blockchain vai sair da nuvem de fumaça para passar a entender de que forma pode ajudar os negócios. A mensagem para 2019 é: começar a sair um pouco da garagem e entrar na sala de estar. O blockchain vai entrar no hall de tecnologias corporativas para ser possibilidade no portfólio (das empresas)”, completou Lima.

Colaboração

Marcelo Yared, chefe do departamento de tecnologia do Banco Central do Brasil, acredita que a tecnologia já passou da fase de entendimento para o momento de aplicação de modelos produtivos.

Mas, para que ela realmente cumpra os benefícios que promete, os envolvidos no processo devem se atentar a um requisito essencial: colaboração.

“Sem colaboração não vejo possibilidade de expansão. Esse é o maior desafio para 2019: conseguir a colaboração efetiva para fazer o modelo avançar. Se será um padrão, um protocolo, ou dois, isso não é relevante. A tecnologia vai decidir, mas o processo colaborativo é um só”, afirmou Yared.

Mudança de mentalidade

Cassio Damasceno, gerente de negócios da CIP – associação civil sem fins lucrativos que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) -, assim como os outro especialistas, acredita que a tecnologia está “bastante resolvida”. Mas o desafio, para ele, é a mudança de mindset.

“As pessoas, especialmente de negócios, ainda olham (para projetos) e falam: vamos fazer tudo centralizado que é mais fácil”, disparou. “Quem desenha o produto ainda não consegue imaginar aquilo que está por trás (do blockchain)”, adicionou.

Ele ressaltou que o blockchain não será a bala de prata para resolver todos os problemas do mundo, mas tem potencial para ajudar em muitos quesitos. “É preciso criar mindset e mão de obra”, finalizou.

Modelo probabilístico

Luiz Jeronymo, diretor de soluções para clientes na R3 – empresa de software que desenvolveu uma plataforma de blockchain voltada a negócios (o projeto Corda) -, destacou a capacidade da sua equipe para manter a plataforma atualizada e ressaltou um diferencial: a aposta em modelo determinístico.

“Uma das preocupações que os bancos tinham era que grande parte desses métodos (de transações financeiras) não são determinísticos, são probabilísticos. Você faz a transação, ela é confirmada em sete minutos, mas ainda precisa aguardar uma hora para checar se não terá rollback. Isso para o mercado financeiro é inaceitável.”

A aposta da plataforma open source criada pela R3 – que conta com apoio de nomes como B3, Itaú e Bradesco no Brasil – é no tripé “privacidade, segurança e smart contracts”. “Construímos uma plataforma customizada para o mundo corporativa e feita para atender suas necessidades. Na rede, os participantes são conhecidos e, portanto, permissionados”, concluiu.

 

Disponível em: https://computerworld.com.br/2018/11/08/quais-os-principais-desafios-do-blockchain-para-2019/