4 missões do Summit, o supercomputador mais poderoso do mundo que acaba de entrar em operação

Ocupando área de duas quadras de tênis, máquina que realiza 200 quatrilhões de cálculos por segundo será usada para criar modelos e simulações, visando avanços em áreas como saúde, energia, desenvolvimento de materiais e astrofísica.

 

Mal entrou em funcionamento e já está sendo chamado de o supercomputador mais poderoso do mundo. Esse é o Summit, que é duas vezes mais rápido do que o chinês Sunway TaihuLight, tido até então como que a máquina mais veloz do planeta.

Desenvolvido nos Estados Unidos por meio de uma parceria entre a IBM e a Nvidia, o Summit, que fica no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tenessee, o supercomputador tem capacidade para 200 quatrilhões de cálculos por segundo.

É composto por fileiras de servidores do tamanho de geladeiras que, juntos, pesam 340 toneladas e ocupam uma área de 520 m² — o equivalente a duas quadras de tênis. O Summit está conectado com mais de 300 quilômetros de cabos.

O computador trabalha como um monstro sedento que consome mais de 4 mil galões de água a cada minuto para manter seu sistema de refrigeração funcionando.

Segundo os criadores, a máquina é tão eficiente que já funcionava enquanto ainda estava sendo montada.

“Imagine dirigir um carro de corrida enquanto trocam os pneus”, disse Thomas Zacharia, diretor do laboratório onde a supermáquina foi montada.

A princípio, o computador será usado para criar modelos científicos e fazer simulações baseadas em inteligência artificial e automatização de padrões para acelerar descobertas em áreas como saúde, energia, desenvolvimento de materiais e astrofísica.

Superpoderes

  • 200 quatrilhões de cálculos em um segundo. Se uma pessoa consegue fazer um cálculo por segundo, levaria 6,3 bilhões de anos para calcular o que o Summit executa em um piscar de olhos.
  • Se os 7,4 bilhões de habitantes do mundo fizessem um cálculo por segundo, demoraria 305 dias para realizar uma operação que para o Summit é instantânea.
  • O sistema de armazenamento do Summit é capaz de armazenar 250 petabytes de dados, o que equivale a 74 milhões de anos de vídeo de alta definição.

Veja como o poderoso “cérebro” do Summit poderá ajudar a conseguir avanços nessas áreas:

1. Astrofísica

O Summit vai permitir simular cenários de explosões de estrelas mil vezes maiores que as que vinham sido recriadas até agora. Também vai poder rastrear 12 vezes mais elementos que os atuais projetos.

Pesquisadores esperam conseguir coletar pistas sobre como elementos pesados, incluindo ferro e ouro, se formaram na Terra.

2. Materiais

Entender como as partículas subatômicas se comportam é um conhecimento tido como chave no desenvolvimento de novos materiais para produzir, armazenar e transformar energia.

O Summit promete multiplicar por 10 a capacidade de simulação desses comportamentos, o que deve acelerar a descoberta de materiais que podem conduzir energia de forma mais eficiente.

3. Acompanhamento do câncer

Médicos e cientistas usam ferramentas automatizadas para extrair, analisar e classificar informações na tentativa de identificar fatores relacionados ao câncer, como genes, características biológicas e meio ambiente.

O Summit ajudará a cruzar essas informações com relatórios e imagens de diagnósticos. Assim, ajudará a obter um panorama mais completo da população que sofre de câncer, com um nível de detalhe que normalmente só se obtém de pacientes que fazem parte de pesquisas clínicas.

4. Biologia

O Summit usará inteligência artificial para analisar dados com informação genética e biomédica.

A ideia é que, por meio dos cálculos feitos pelo supercomputador, pesquisadores consigam identificar padrões de comportamento das células humanas.

Mulheres em TI: exceção, só que não

Presença e interesse de mulheres na área de tecnologia é uma tendência irreversível.

Um estudo recente da CompTIA (2014) indica que, mesmo com a maioria masculina no mercado, ocupando 76% dos cargos de tecnologia, a quantidade de mulheres que se sentem realizadas, reconhecidas e satisfeitas com suas remunerações é superior a dos homens (79% a 70%, 71% a 61% e 71% a 60%, respectivamente). Além disso, 73% das mulheres acreditam que usam suas habilidades e talentos no trabalho, contra 65% dos homens.

No entanto, as mulheres sofrem muitas dificuldades e impedimentos na área. Quantos processos seletivos recusam mulheres com filhos? Quantas insinuações preconceituosas já não ouvimos trabalhando? Acredito que exemplos como Ginni Rometty, CEO da IBM, não ligaram muito para isso; pelo contrário. As mulheres que escolhem trabalhar nesse mercado se comprometem, e pra valer.

E esse fato é histórico. Desde o início da computação, mulheres como Ada King, considerada a primeira programadora da história, estiveram presentes e estimulam profissionais de todo o mundo a estudar e a se profissionalizar nessa área. Grace Hoper, conhecida como criadora da expressão bug após encontrar um inseto dentro de um computador, também é um exemplo — dentre outras inspirações.

Como em qualquer outra área, as mulheres devem escolher e lutar pelos objetivos que desejarem. Os exemplos de ontem são os de hoje e os exemplos de hoje serão os de amanhã, o que vai tornar a presença das mulheres no segmento de TI cada vez mais irreversível. Questionamentos relacionados à falta de mulheres no mercado de tecnologia serão cada vez mais inadequados e sem sentido. O certo a se questionar é: por que ainda existem pessoas que fazem algum tipo de distinção em relação a isso? A tecnologia está avançando, que tal realizarmos um upgrade também?

 

Fonte: http://idgnow.com.br/ti-corporativa/2018/02/19/mulheres-em-ti-uma-excecao-so-que-nao/

 

rPerf – A métrica de performance relativa para servidores Power Systems

rPerf (Relativa Performance) – Uma estimativa de performance para aplicações comerciais em relação ao outros servidores IBM UNIX. É derivado de um modelo analítico da IBM o qual usa características de workloads internos da IBM, TPC e benchmarks SPEC. O modelo rPerf não tem a intenção de representar qualquer resultado de benchmark público e não deve ser usado desta maneira. O modelo simula algumas operações do sistema, tais como, CPU, cache e memória. No entanto, o modelo não simula operações de disco e rede.

As estimativas de rPerf são calculadas com base em sistemas com os últimos níveis de AIX e outros softwares pertinentes na ocasião do anúncio do sistema. A performance real poderá variar, baseado nos detalhes da aplicação e configurações. O servidor IBM “eServer pSeries 640” é o sistema de referência (baseline) e tem um valor de “1.0”. Embora o rPerf possa ser usado para estimar comparações de performance entre servidores IBM UNIX, a performance real do sistema pode variar e é dependente de vários fatores incluindo a configuração de hardware além de configuração e design de software.