Com avanço das fintechs, bancos investem em tecnologia

Em dois anos, aporte no segmento foi de R$ 20 bilhões, afirma Febraban; melhorias beneficiam clientes, instituições e órgãos reguladores

 

Com o avanço e consolidação das fintechs no mercado brasileiro, bancos investem para dar mais comodidade e segurança aos clientes. Uso da inteligência virtual, computação cognitiva, sistema de blockchain e atendimento móvel são algumas das áreas mais exploradas pelas instituições financeiras.

O investimento em TI pelos bancos saltou 15% entre 2016 e 2018, representando um aporte de R$ 20 bilhões, segundo um levantamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). O emprego em software somou 50% dos investimentos em tecnologia. Já o segmento de hardware consumiu 32%, e telecom, 18%.

O aporte de recursos no setor se equipara ao mesmo do governo, tradicionalmente o segmento do mercado que mais investe em tecnologia, de acordo com Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da entidade.

“Os investimentos em TI têm sido uma das prioridades para as instituições financeiras, com o foco sempre na melhoria da experiência para os clientes com as soluções e os produtos bancários”, afirma.

O investimento em soluções tecnológicas é uma maneira de “imitar” o atendimento móvel e descomplicado empregado pelas fintechs, acredita Ricardo Rocha, professor de Finanças do Insper.

Para o especialista, a concentração da população em grandes centros urbanos e o ritmo de vida cada vez mais acelerado forçam as empresas a oferecer métodos e sistemas que se adaptem ao novo cotidiano dos clientes.

“O negócio bancário em si é mais tradicional. Mas o mundo está mudando com uma velocidade muito grande, e as fintechs representam um dos vetores dessa mudança”, diz. “Os bancos acabam observando esse modelo de negócio e aprendem. É um ganho coletivo, tanto para o sistema quanto para os correntistas.”

Comodidade e segurança

Os avanços no sistema não se limitam apenas na comodidade dos usuários. Assim como em outros setores, o emprego da tecnologia reflete na diminuição de custos, mais eficiência e maior segurança às transações.

Investir em tecnologia não é necessariamente não contratar mais pessoas”, ressalta Rocha. “É possível reordenar o trabalho dessas pessoas em áreas onde elas são mais relevantes para as negociações do que deixá-las em um trabalho que as plataformas digitais podem fazer”, complementa.

Segundo ele, a vanguarda tecnológica é uma das principais características do sistema bancário brasileiro. A atenção do setor em relação a importância da modernização iniciou na década de 1980, com a instalação dos primeiros caixas eletrônicos, e desde então vem crescendo cada vez mais.

“Não é um sistema só para os clientes, mas para os órgãos reguladores também. Todo o sistema financeiro nacional está servido de ferramentas tecnológicas para acompanhar o que os bancos fazem”, explica o professor do Insper.

Melhores experiências

O Bradesco é um dos expoentes nacionais no emprego da tecnologia. No último ano, a instituição investiu R$ 6 bilhões na manutenção e evolução do sistema. Atualmente o banco mantém mais de 250 serviços através das plataformas digitais, como a abertura de contas, pagamento com leitor de código de barras e sistemas para gestão de empresas.

O banco também investe em outras frentes tecnológicas, como o Bradesco Inteligência Artificial (BIA), que se relaciona com o usuário em linguagem natural, respondendo perguntas sobre produtos e serviços. No último semestre, foram mais de 33 milhões de interações.

“O banco investe em soluções que ampliam a experiência positiva, focada na facilidade e comodidade, e que criam condições para que todos os clientes, indistintamente e de forma intuitiva, se conectem ao banco por esses meios”, afirma a instituição por meio de nota.

Os investimentos são comprovados através dos números de usuários. Entre janeiro e setembro deste ano, os canais digitais do banco somaram 96% do total de transações, com um acréscimo de 17% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Atendimento mais atraente

A gestão do Banco do Brasil prioriza os investimentos no processamento interno. Segundo Márcio Motta, gerente executivo na diretoria de tecnologia, o aporte torna o sistema mais simples e eficiente, refletindo em benefícios aos clientes e usuários.

“Podemos dizer que hoje TI é o negócio das instituições financeiras, sendo essencial para manter o atendimento atraente, não apenas para as novas gerações”, ressalta.

O BB projeta uma escalada nos investimentos no setor. Em 2019, a previsão é de R$ 3,86 bilhões; para 2020, R$ 4,08 bilhões e em 2021 um investimento de R$ 4,33 bilhões.

“Os segmentos que receberão atenção especial nos próximos anos são inteligência artificial e computação cognitiva, atendimento digital, soluções de open banking e de mobilidade”, afirma Motta.

 

Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/com-avanco-das-fintechs-bancos-investem-em-tecnologia/

 

Como implantar a Inteligência Artificial no suporte ao cliente

 

Da segurança de dados à gestão dos negócios, a Inteligência Artificial tem demonstrado diversas aplicações úteis para as organizações. E, para além de suas funções internas, a tecnologia, quando combinada aos chatbots, pode cumprir importante papel junto ao consumidor. Especialmente no que diz respeito a tarefas de atendimento passíveis de automatização. Para tanto, unem-se produção de linguagem natural, reconhecimento de fala e aprendizagem de máquina. Todas essas características fazem da Inteligência Artificial uma aliada da personalização e da agilidade no suporte aos clientes.

 

Além de garantir resposta imediata, a IA permite identificar padrões e fazer conexões para fornecer informações precisas e oportunas. Sem contar que a automatização de processos, informações, perguntas e transações frequentes também possibilita a redução de custos operacionais. Ao mesmo tempo, a Inteligência Artificial não deve tomar completamente o lugar de funcionários em serviços de suporte ao consumidor. A ideia é aumentar suas capacidades, liberando tempo para a resolução de problemas mais complexos.

 

COMSUMIDORES HIPERCONECTADOS

Com clientes cada vez mais conectados, o imediatismo e a informação em tempo real oportunizados pela Inteligência Artificial são cruciais. Sua capacidade de atendimento, posto que ilimitada, pode ser oferecida em tempo real, todos os dias do ano. Assim, a tecnologia elimina as longas e entediantes filas de espera e disponibiliza suporte 24 horas por dia. Além do atendimento mais rápido, a Inteligência Artificial reúne informações relevantes que podem ser utilizadas com ferramentas de Business Intelligence.

 

QUATRO RECURSOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
QUE POTENCIALIZAM O SUPORTE AO CLIENTE

Aaron – um chatbot de serviço ao cliente;
Brain – aplicativo de gerenciamento de chatbots;
DigitalGenius – software que leva poderes da Inteligência Artificial à sua central de contato;
Clarabridge – plataforma abrangente para gerar insights a partir de todos os pontos de contato digitais com o consumidor.

 

Notícia disponível em: http://www.itmanagement.com.br/2018/inteligencia-artificial-suporte-cliente/

Avanços em TI e IA levam assistentes virtuais para os escritórios

 

As tecnologias de reconhecimento de voz melhoraram tanto nos últimos anos – graças à computação na nuvem e avanços em Machine Learning (Aprendizado de Máquina) – que os assistentes virtuais criados por Amazon, Google e Apple tornaram-se rapidamente populares entre os usuários finais.

Por isso, não deveria ser nenhuma surpresa o fato dessa linguagem natural fundamental também estar a caminho do ambiente de trabalho.

“Diria que isso (a adoção corporativa) está nos estágios iniciais agora, mas certamente existem funcionalidades básicas por aqui hoje em dia”, explicou o executivo da J Arnold & Associates, Jon Arnold, durante participação na conferência Enterprise Connect, realizada na última semana em Miami.

Pelo menos neste primeiro momento, os usos principais para a tecnologia de reconhecimento de voz no escritório vão girar em torno de melhorar a produtividade dos funcionários e automatizar os fluxos de trabalho.

Graças a avanços nas técnicas de Inteligência Artificial (IA), a precisão dos sistemas de reconhecimento de voz melhorou significativamente, com o Google e outras empresas passando da marca de 95% de precisão.

Para as empresas, há quatro maneiras principais de acessar tecnologias de reconhecimento de voz, segundo Arnold:

-A tecnologia “speech-to-text” (“áudio para texto”) pode ser usada para tarefas como ditar e-mails – e torna-se mais precisa à medida que é mais usada.

-Já a funcionalidade “text-to-speech” (“texto para áudio”) possui benefícios em configurações móveis, como a habilidade de criar podcasts pessoais para revisara documentos de trabalho ou anotações durante um trajeto – seja no táxi, ônibus ou metrô, por exemplo.

-O reconhecimento de voz permite interações conversacionais por meio de assistentes virtuais, podendo emitir comandos para descobrir documentos ou criar entradas na agenda, por exemplo.

-E, por fim, a tecnologia “speech analytics” pode permitir a chamada “análise de sentimentos” na empresa, que pode ser útil em situações de entrevistas ou treinamentos.

Quatro marcos 

Arnold apontou ainda quatro marcos tecnológicos que ajudaram a popularizar as tecnologias de reconhecimento de fala/voz e impulsioná-las para frente.

O primeiro foi o lançamento do Google Voice Search, há 10 anos, que usava reconhecimento de voz para acelerar buscas em aparelhos mobile.

Então em 2011 a Apple lançou a assistente Siri, que permitia interações mais baseadas em conversas e impulsionou a tecnologia para um maior reconhecimento junto ao grande público. No mesmo ano, a plataforma inteligente IBM Watson ganhou muita atenção por conta da sua aparição no icônico programa da TV americana Jeopardy.

Em 2015, a Amazon lançou o alto-falante Echo e a sua assistente virtual Alexa, dois lançamento que provaram muito populares entre os usuários – até hoje, na verdade.

E, mais recentemente, a Amazon passou a ficar de olho também no espaço de trabalho com o lançamento da Alexa for Business. A gigante, no entanto, não é a única a criar assistentes virtuais especificamente para as empresas: o Spark Assistant, da Cisco, a Cortana, da Microsoft, a Eva, da Voicera, a Nuance Dragon e o IBM Watson também possuem usos corporativos agora.

Tecnologia disruptiva

Durante uma apresentação no Enterprise Connect, o evangelista chefe da Amazon para o Echo e a Alexa, Dave Ibitski, afirmou que as interfaces de voz seriam “a próxima grande disrupção na computação”, com claras aplicações com configurações corporativas.

“É a ideia da computação ambiente, a ideia de que, a qualquer momento, você poderia dizer algo como ‘Alexa, inicie a minha reunião’, ‘Alexa, como estão as vendas?’, ‘Alexa, esqueci de desligar o projetor na sala de reuniões; desligue-o para mim, por favor’. É algo muito natural e espontâneo”, afirma o executivo da Amazon.

“E tudo isso está acontecendo por causa dos avanços que temos visto na chamada compreensão de linguagem natural (NLU / natural language understanding). E essa é a diferença – está entendendo o contexto.”

O gerente geral da divisão Alexa for Business, Collin Davis, afirmou que as assistentes virtuais já estão ajudando os funcionários a realizarem as suas atividades.

“O que estamos descobrindo é que está acontecendo uma mudança realmente interessante, em que a voz está oferecendo quase que outra dimensão de multi-tarefa, em que os profissionais sentados em suas mesas podem usar a Alexa quase como uma assistente multi-tarefa para conseguir receber informações rapidamente sem perder o foco”, explicou Davis.

“Você pode estar trabalhando em um relatório, por exemplo, e então precisar saber quantos negócios foram fechados no último trimestre sem precisar pegar o smartphone no bolso ou encontrar um app ou ficar navegando entre sites – você apenas recebe a informação que precisa.”

Atualmente, existem mais de 30 mil habilidades da Alexa, e Davis afirma que “uma comunidade crescente” de desenvolvedores de habilidades está construindo habilidades para o espaço de trabalho, e que as fabricantes de software estão habilitando aplicações existentes para que sejam habilitadas por comandos de voz.

Disponível em: http://idgnow.com.br/ti-corporativa/2018/03/20/com-avancos-em-ti-assistentes-virtuais-chegam-aos-escritorios/

Como proceder na nova era da TI Analítica?

Implantar ou contratar a infraestrutura que sustentará toda a carga de análises, serviços de manutenção, monitoria e atendimento?

 

O que faz uma empresa ser considerada um sucesso? Muitos podem afirmar que é a quantidade de clientes, outros que é a receita gerada ao final de cada mês, enquanto alguns dirão que é a presença de uma marca em diferentes mercados e regiões do planeta. Mas, o que de fato faz a diferença entre vencer e fracassar no mundo dos negócios é a maneira como são tomadas as decisões críticas que impactam em todos os pontos citados acima.

Nesse sentido, a tecnologia tem um papel fundamental para tornar as companhias mais competitivas e seus gestores mais preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que irão surgir amanhã, no mês que vem ou nos próximos anos. A partir de informações estratégicas geradas por soluções e ferramentas de inteligência analítica, como Business Intelligence e Analytics, é possível viabilizar a geração de dados precisos sobre todos os processos do negócio, como vendas e compras, finanças, atendimento, estoque, contabilidade, etc..

Em outras palavras, são essas tecnologias capazes de analisar grandes volumes de dados, o famoso Big Data, que irão entregar insights e visão abrangente dos negócios, possibilitando tomadas de decisões mais assertivas e proativas. Com essas análises, as companhias podem criar indicadores mais detalhados de diversas rotinas, e identificar onde cortar custos, onde investir em melhorias, quais unidades geram mais renda, onde estão as perdas de receita, entre outros.

Mas não para por aí, para obter ainda mais diferenciais competitivos, é preciso pensar em como reverter essas informações obtidas em leads de vendas, fidelização de clientes, e outras oportunidades. Estou falando da geração de resultados. Afinal de contas, os insights fornecidos têm de virar algo tangível, ou não terão valor algum, não é mesmo?

E quem acha que este é um caminho que será trilhado apenas por alguns players do mercado em setores específicos, enquanto a maioria continuará exercendo suas atividades como sempre fez, está redondamente enganado.

Assim como os apps tornaram os smartphones indispensáveis para as nossas vidas, permitindo manter contato com outras pessoas, acessar dados e funções bancárias, organizar gastos pessoais, comprar e vender na internet, e inúmeras outras coisas, as soluções e ferramentas que permitem enxergar os negócios como um todo devem se tornar obrigatórias para gestores, diretores, gerentes, supervisores, coordenadores, ou qualquer outro tomador de decisão, basearem suas escolhas em fatos, e não em ‘achismos’.

No entanto, essa não será uma tarefa fácil. Nesse novo modelo de negócios, no qual as informações é que darão suporte às operações corporativas, as empresas terão de contar com infraestrutura de TI de ponta para sustentar toda a carga de análises, serviços de manutenção, monitoria e atendimento, sem falar na adequação e implantação das tecnologias analíticas. Fazer todas essas adaptações internamente, sobrecarregaria as equipes de TI, que têm outras prioridades em seu dia a dia.

Por isso, o outsourcing surge como a melhor opção. Mas fique atento na escolha do seu parceiro. É fundamental avaliar se ele está pronto para atender às mudanças que são necessárias para colocar os negócios nessa nova era, na qual a informação se tornou o combustível que mantém as organizações em movimento, sobrevivendo às crises, concorrentes e às transformações do segmento no qual atuam.

 

Governo lança plano para estimular tecnologia dentro da indústria

Plano foi elaborado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações após discussões com especialistas, empresários e pesquisadores

 

O governo federal lançou nesta quinta-feira, 14, um pacote de estímulo à modernização da indústria brasileira. Chamado de “Manufatura Avançada”, o plano tem o objetivo de levar ao setor o conceito 4.0, com a incorporação de tecnologias como robótica, nanotecnologia, e tecnologia de informação e internet das coisas ao processo produtivo.

O plano foi elaborado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) após discussões com especialistas, pesquisadores e empresários em todo o país. O governo aproveitou para analisar os programas de nações como Alemanha, China e Estados Unidos.

“O Brasil precisa atender a requisitos que envolvem tecnologia para aumentar a produtividade, como é o caso da manufatura avançada, que é um desafio global. Ao colocarmos em marcha esse plano buscamos dar resposta a isso”, disse o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab.

O diagnóstico do governo é que há muita disparidade na aplicação de tecnologias pela indústria. O Brasil tem tecnologia de ponta na aviação comercial, petróleo e gás, agricultura, pecuária e tecnologia bancária. Além disso, há setores em que o País tem potencial para desenvolvimento, como as indústrias têxtil e calçadista, que hoje tem uso baixo de técnicas de manufatura avançada.

“Podemos combinar os setores em que somos competitivos com aqueles em que podemos ser”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata.

“O país que não priorizar ciência e tecnologia vai ficar à margem do desenvolvimento econômico e social”, acrescentou.

O plano estabelece algumas metas, como simplificação tributária para atração de investimentos e ampliação das possibilidades de isenção de imposto para empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento.

O programa prevê ainda ajustes na lei e em programas de financiamento públicos para permitir o enfoque em projetos com essa temática. O plano ainda precisa passar pelo crivo da área econômica do governo.

Outra preocupação é a preparação dos trabalhadores para essas mudanças nos processos industriais. A ideia é que o uso de tecnologias avançadas possa ser uma oportunidade para elevar a produtividade dos trabalhadores e reduzir as desigualdades sociais.

Com o plano de manufatura, o governo espera elevar a participação dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento na proporção do PIB de 1,28% em 2015 para 2% nos próximos anos, considerando dispêndios públicos e privados.

O objetivo é melhorar a posição do Brasil no Índice de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, em que o País já chegou a ocupar o 48º lugar em 2013, mas caiu para o 81º em 2016.

No ranking da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, o Brasil está atualmente na 69ª posição, também pior que em 2013, quando estava na 64ª.

Tecnologia 5G pode chegar ao mercado ainda neste ano

De acordo com o site Tech Ao Minuto, Promessa deve dar o tom da convenção CES (Consumer Electronics Show) 2018, que começa na próxima semana.

 

A promessa da tecnologia 5G é clara: aumento massivo de velocidade, cobertura onipresente e capacidade de resposta tão rápida quanto preciso para dirigir veículos autônomos. Aos que têm dúvidas, vale lembrar que a chegada do 4G trouxe o Uber e as “lives” para o cotidiano do mundo inteiro, para citar dois exemplos.

A expectativa inicial era de que o 5G chegasse ao mercado em 2019. A multinacional AT&T, no entanto, espera fazer o relógio girar mais rápido. Conforme a CNet, a empresa informou, nesta quinta-feira (4), quer planeja lançar o primeiro smartphone 5G, em pelo menos uma dúzia de mercados, ainda em 2018.

Já a Verizon anunciou que planeja oferecer serviço 5G em bandas largas até dezembro. Nenhuma das empresas detalharam as próprias estratégias, mas a expectativa é que o 5G dê o tom da convenção CES 2018, que ocorre na próxima semana.

8 tendências que irão impactar o mercado de tecnologia em 2018

Principais lideranças da Dell Technologies avaliaram como a IA, realidade aumentada e novas aplicações de IoT e de nuvem estarão incorporadas ao dia a dia das pessoas e impactarão os processos de digitalização dos negócios.

A Dell Technologies elaborou uma ampla análise para projetar quais serão os maiores impactos de tecnologias emergentes em 2018. Os prognósticos são baseados na visão das principais lideranças das empresas que compõem o grupo — Dell, Dell EMC, Pivotal, RSA, SecureWorks, Virtustream e VMware — que relacionaram como inteligência artificial (IA), realidade aumentada/virtual, e avanços emergentes em aplicações de Internet das Coisas e cloud computing devem impactar o mercado no próximo ano.

Segundo Luis Gonçalves, vice-presidente sênior de vendas da Dell EMC Brasil Commercial, nos próximos anos vamos ver essas tecnologias ganharem força e se tornarem cada vez mais comuns, com impacto nos negócios, criação de novas profissões e contribuição para o desenvolvimento da sociedade. De acordo com o executivo, no caso específico do Brasil, em razão do custo da mão de obra, deficiências de capacitação e de competitividade, a tendência das empresas é concentrar o foco nas tecnologias mais voltadas ao engajamento do cliente, tais como big data, analytics e inteligência artificial.

“Do ponto de vista econômico, já não é mais a banda larga [que determina a necessidade das empresas de modernizar suas infraestruturas de TI], mas ter capacidade para processar um volume maior de dados, de maneira mais rápida, a um custo menor”, diz Gonçalves. Ele observa que em uma década a capacidade de processamento, armazenamento e transmissão de dados cresceu dez vezes. “Por isso, as empresas precisam modernizar e preparar a infraestrutura atual de TI para suportar novas cargas de trabalho e avançar na transformação digital dos negócios. Ou seja, otimizar a infraestrutura para torná-la mais eficiente e o processo de entrega de serviços mais simples, transparente, ágil e inteligente.”

Além de preparar desde já a infraestrutura, Gonçalves ressalta que, para enfrentarem o desafio de adaptar suas operações para a nova era da interação homem-máquina, as empresas terão também de aprimorar as suas capacidades no desenvolvimento de aplicações e qualificar a força de trabalho para essa nova realidade.

A Dell lista, a seguir, as principais tendências que devem direcionar as estratégias das empresas em 2018:

1. Inteligência Artificial executará “tarefas de raciocínio” em alta velocidade 

Nos próximos anos, a inteligência artificial vai mudar a forma como as pessoas trabalham com dados, não apenas em sua curadoria. As empresas aproveitarão a IA para fazer “tarefas de raciocínio” orientadas por dados, reduzindo significantemente o tempo que desperdiçam debatendo o escopo, cenários e testes de cada inovação. Isso dará mais liberdade para que tomem decisões e avancem com maior velocidade, evitando que novas boas ideias sejam desperdiçadas.

Ainda que muitos teóricos acreditem que a IA irá substituir empregos, novas tecnologias podem, inclusive, criar novas posições, desencadeando novas oportunidades. É esperado o aumento de demanda por um novo perfil de profissionais de TI, focado em treinamento e aperfeiçoamento de inteligência artificial. Esses profissionais serão responsáveis por definir os parâmetros para o que deve e não deve ser classificado para um resultado de negócios, determinar as regras de engajamento, e critérios sobre o que constitui ‘recompensa’, como exemplo de atividades. Uma vez que isso aconteça, a tecnologia poderá recomendar oportunidades comerciais positivas com muita agilidade.

2. Inteligência será incorporada à IoT       

Em 2018, acontecerá um avanço significativo na incorporação de inteligência quase instantânea em veículos, organizações, casas e cidades conectadas. Com o custo de processamento de energia diminuindo, em breve, haverá 100 bilhões de dispositivos conectados e, rapidamente, 1 trilhão. A magnitude da combinação de dados, poder de processamento com o poder da Inteligência Artificial, vai ajudar as máquinas a orquestrarem melhor os recursos físicos e humanos. As pessoas devem evoluir para ‘condutores digitais’ com a tecnologia funcionando como uma extensão delas mesmas.

3. Headsets com realidade aumentada

Também não demorará até que a linha que separa a realidade “real” e a aumentada comece a diminuir.  A viabilidade comercial da realidade aumentada (RA) já é evidente. Por exemplo, equipes de trabalhadores da construção civil, arquitetos e engenheiros usam headsets RA para visualizar novas construções, coordenar esforços com base em uma visão única de desenvolvimento e realizar treinamento remoto dos trabalhadores. Esta tecnologia irá redimensionar a eficiência humana ao aproveitar seu conhecimento para proporcionar uma evolução da força de trabalho. Outro campo onde será possível esperar grandes impactos é na área de entretenimento e nas arenas esportivas, que devem oferecer cada vez mais experiências imersivas.

4. Clientes e empresas estarão cada vez mais próximos

Um estudo da Dell Technologies mostrou que 45% dos líderes de médias e grandes organizações acreditam que elas poderão estar defasadas no prazo de 5 anos e 78% avaliam que startups representem ameaça aos seus negócios. Nunca foi tão importante colocar a experiência do cliente em primeiro lugar. No próximo ano, as empresas usarão análise preditiva, aprendizagem de máquina e inteligência artificial para entender as necessidades dos clientes e, até mesmo, antevê-las. Os serviços de atendimento ao cliente serão o pivô da mistura entre homem e máquina, com o atendimento humano interagindo com agentes virtuais inteligentes, como um time, para oferecer a melhor experiência.

5. Imparcialidade garantida pela tecnologia

Durante a próxima década, tecnologias emergentes, como realidade virtual e IA, vão ajudar as pessoas a encontrar e agir em relação à informação sem interferência de emoções ou preconceitos externos, ao mesmo tempo em que as capacitará para exercer o julgamento humano quando apropriado. A inteligência artificial será utilizada em processos de recrutamento e para realizar promoções de cargos, enquanto a realidade virtual será utilizada em entrevistas para assegurar oportunidades exclusivamente por mérito, mascarando a identidade do candidato com um avatar.

6. Crescimento do eSports no mercado de mídia e entretenimento

O mercado gamer será impactado por novos dispositivos de realidade virtual e computação de alta definição, com milhares de jogadores e espectadores sintonizados nas batalhas virtuais. Além disso, o fenômeno de eSports aponta para uma tendência mais ampla que impacta, inclusive, atividades humanas. Os esportes tradicionais, por exemplo, terão parte de suas atividades digitalizadas, buscando monitoramento a partir da análise de dados para melhorar o desempenho e criar novas experiências para o público.

7. Migração para a “meganuvem”

Em 2018, as empresas devem mover-se com maior agilidade em direção a uma abordagem multi-cloud que integrará os modelos público e privado, hospedados, gerenciados e SaaS. No entanto, à medida que mais aplicativos e cargas de trabalho estarão divididas em várias nuvens, o gerenciamento se tornará um desafio.

A meganuvem irá tecer várias nuvens privadas e públicas para comportar-se como um sistema coerente e holístico, que oferecerá uma visão unificada e inteligente de todo um ambiente de TI. Para tornar a meganuvem possível, será preciso criar inovações de nuvens múltiplas em rede (para mover dados entre nuvens), armazenamento (para direcionar dados para a nuvem correta), computação (para utilizar o melhor processamento e aceleração para as cargas de trabalho), orquestração (para ligar redes, armazenamento e computação em conjunto entre nuvens) e, como nova oportunidade, os clientes terão de incorporar Inteligência Artificial e aprendizado de máquina  para trazer a automação e insights para esse ambiente de TI de próxima geração.

8. Desafios de segurança

Neste mundo cada vez mais interligado, a dependência de terceiros nunca foi maior e as organizações contam com sistemas altamente interconectados. Essa arquitetura traz novos desafios de segurança, uma vez que as invasões e ataques podem ter pequenos sistemas ou dispositivos como portas de acesso.

Devido à relação cada vez mais entrelaçada entre pessoas e máquinas, pequenas falhas podem causar grandes impactos de segurança. Por isso, será um ano em que as empresas vão priorizar a implementação de ferramentas de segurança cibernética e tecnologias efetivas para proteção de dados e evitar ameaças.

Cinco previsões que devem nortear o mercado de cloud em 2018

A computação em nuvem tem sido o motor para a transformação digital das empresas, de todos os tamanhos e indústrias. Confira quais são as principais tendências que devem dar o tom do mercado em 2018, segundo a A10.

Há alguns anos, não era possível prever que a computação em nuvem atingiria os níveis atuais, ou seja, que 79% das empresas no mundo já executam cargas de trabalho na nuvem — divididas quase que em partes iguais entre nuvens públicas e privadas. Para analisar as futuras tendências da nuvem, a A10, fornecedora de soluções para otimização do desempenho de aplicações e dados em rede, e ligou seu capacitor de fluxo e acelerou o DeLorean, o carro “De volta para o futuro”, até 88 milhas por hora para ver o que está por vir em 2018:

Surgimento de verdadeiras nuvens hibridas

A possibilidade das empresas de hospedar suas aplicações em diferentes infraestruturas — nuvens públicas, privadas e on premises com ferramentas comuns de orquestração e gerenciamento — é atraente. Multinuvem, com diferentes cargas de trabalho em diferentes nuvens e sendo gerenciadas separadamente, se tornará dominante em 2018, enquanto nuvens híbridas verdadeiras começarão a surgir.

Já existem projetos de tecnologia importantes e parcerias se formando para tornar isso uma realidade. Por exemplo, o Azure e Azure Stack da Microsoft fornecem um conjunto uniforme de recursos de infraestrutura e API em nuvens públicas e privadas; a parceria entre VMware e AWS da Cisco e Google. Esses mashups criam nuvens híbridas que unem realmente os ambientes e melhoram ainda mais a agilidade operacional, eficiência e escalonamento.

Kubernetes dominarão a orquestração de contêineres

A luta pelo domínio da orquestração de contêineres tem sido um dos principais desafios da nuvem nos últimos dois anos. A batalha de três vias entre Docker Swarm, Kubernetes e Mesos tem sido feroz.

Em 2018, no entanto, a Kubernete está preparada para levar o título da orquestração de contêiner e também se tornar cada vez mais importante em implantações de produção escaláveis e de missão crítica. O seu conjunto de colaboradores aliado ao rápido desenvolvimento de capacidades e suporte em muitas plataformas díspares tornaram a empresa um vencedor claro.

Ela conta ainda com a ajuda de amigos de peso: Microsoft Azure e Google Cloud lançaram serviços gerenciados da Kubernetes. A IBM também anunciou que sua nuvem privada suportará Kubernetes na Bluemix; A AWS também está seguindo o mesmo caminho, ao firmar parceria com a Cloud Native Computing Foundation (CNCF) como membro platina.

Todos estes fatores levarão as Kubernets para projetos mais mainstream, com crescimento contínuo de workloads de grande produção.

Analytics com inteligência artificial (IA)

IA está em toda parte. Está em nossos lares com o Amazon Echo, por exemplo. Em 2018, veremos um aumento do uso de Inteligência Artificial incorporada às ferramentas analíticas de TI, tornando a tarefa proativa em vez de reativa.

Por meio de análise preditiva, os gestores de TI e aplicações receberão informações e recomendações úteis. Adicione a isso a capacidade de automatizar sua resposta, e o poder da IA torna-se mais relevante.

Os sistemas de análise terão uma visão do comportamento da infraestrutura, aplicações e clientes. Ele reconhecerá um desempenho anômalo ou comportamento de segurança e quando uma aplicação ou servidor falhará. Uma vez que esse comportamento é notado, a automação pode entrar em ação para remediar um problema potencial, ou seja, ativar outro servidor ou carregar o balanceamento da aplicação. É como se sua infraestrutura pudesse dizer “Alexa, ative outro servidor”.

Adoção de serveless computing

Um dos benefícios da nuvem é a facilidade de uso para aplicar recursos adicionais e seu modelo de consumo de pagamento por uso. Em nenhum lugar isso é mais evidente do que na computação sem servidor (serverless computing). Antes, a unidade para recursos de computação era uma instância ou VM. Agora, uma “função” tornou-se uma unidade ainda menor de “uso”. O fato de gerenciar e expandir os recursos sob demanda no provedor de nuvem é econômico e tira o peso das costas do TI. Os custos com base em um modelo de consumo facilitam a vida em orçamentos apertados.

Já disponível na nuvem pública, para o próximo ano, a computação sem servidor também começará a aparecer em implementações de nuvem privada. Embora não se torne dominante, uma adoção mais ampla acontecerá no curto prazo.

A computação severless, em conjunto com o amadurecimento de nuvem, colocará pressão nos fornecedores de servidores e hardware para transformar seus modelos de negócios afim de manter relevância em um novo mundo virtual, elástico e automatizado da nuvem.

Instâncias de nuvem personalizadas irão proliferar

À medida que a adoção da nuvem cresce, os tipos de instâncias de computação vão tonar-se ainda mais segmentados e otimizados para casos específicos de uso; permitindo melhor desempenho e novas aplicações. Em 2018, veremos o crescimento de instâncias de aplicações especificas dentro da nuvem — desde big data e otimização para IA até redes de alto desempenho e tipos de memória grandes. Aplicações otimizadas que aproveitarem estes pontos, vão começar a surgir.

Por exemplo, no início deste ano, a A10 em parceria com a Microsoft conseguiu entregar 30Gbps com o vThunder na Azure. Isso é uma instância de alta performance. Espere ver mais destes modelos surgindo em 2018

Previsão Bônus

Adeus às preocupações com segurança na nuvem

A segurança está ausente da nossa lista de previsões da nuvem. Por quê? Simples. É hora de seguir em frente. Sim, a segurança é sempre importante e ainda mais na nuvem. Mas não é mais o obstáculo que era quando a nuvem estava em seus primeiros passos. Ao longo dos anos, a nuvem e os serviços disponíveis nela amadureceram. Há mais segurança integrada. Mais ferramentas estão disponíveis. O compliance chegou à nuvem.

Como toda a TI, é primordial pensar em soluções de segurança, políticas e governança ao implementar cloud ou uma grande mudança de infraestrutura, mas, em 2018, a nuvem não será mais considerada como um ambiente não seguro por padrão.

Conclusão

No mundo da nuvem, as coisas se movem rapidamente. Isso é apenas um snapshot do que achamos que Doc e Marty encontrarão se levarem o DeLorean para o próximo ano. Certamente veremos grandes manchetes sobre uso da nuvem, pois mais pessoas encontrarão maneiras cada vez mais inovadoras de consumi-las.

2017: O ano em que a experiência do usuário se tornou o centro do mundo

A boa experiência do usuário é suportada por uma plataforma que permite a personalização da experiência do usuário

 

Está claro que em 2017 o mundo mudou de uma batalha entre produtos para uma batalha (competição) entre experiências. A empresa que oferecer a melhor experiência de usuário (UX) vai ganhar o mercado. A TI é parte desta batalha mas o grande propulsor dessa mudança é o usuário, o rei. Essa realidade pode ser vista hoje nos mais avançados projetos de todas as verticais, em todas as geografias.

Na vertical finanças, por exemplo, 57% dos correntistas e investidores da geração Millenium afirmam estar prontos a mudar para uma instituição financeira que propicie uma melhor experiência digital. Nove entre dez Millenials consultam redes sociais para decidir sobre investimentos (dados da Delloite). Nesse exato momento, grandes bancos estão tentando se reinventar para essa nova era ou, então, estão tentando comprar Fintechs que tragam para dentro dos bancos tradicionais uma nova cultura. A verdade é que a vertical finanças é apenas mais uma entre outras indústrias do mercado. A reinvenção é a ordem do dia. O usuário/consumidor usa seu smartphone como uma plataforma de negócios onde, ao toque de um dedo, deleta-se um fornecedor e baixa-se a app de outro.

Dentro desta realidade, vale a pena ficar atento a tecnologias que são especialmente capazes de engajar o usuário/consumidor. As empresas estão integrando redes de comunicação, cloud services, digital signage e automação de ambientes. A isso somam-se serviços de colaboração (caso de Spark, da Cisco, e Teams, da Microsoft) a estes ambientes. Realidade virtual e realidade aumentada, IoT e vídeo analytics também estão em pauta.

Merecem destaque, também, as soluções de digital signage, que em ambientes públicos como shoppings, lojas e eventos jorram informações customizadas e direcionadas a perfis específicos. A inteligência da solução de digital signage chama o usuário pelo nome e comenta a última interação que ele experimentou naquele espaço. Para chegar a esse resultado, a plataforma entende quem está por ali e tenta, por meio de redes sociais, big data/analytics, ampliar o conhecimento (perfil) sobre esse usuário. Ao fim do dia, experiência do usuário é definida pela capacidade de comunicação entre o ambiente físico/digital e este ser humano. São mudanças e tecnologias disruptivas, que só fazem sentido quando acompanhadas de mudanças comportamentais por parte do ser humano.

Neste contexto, vence a empresa que oferecer a mais excelente UX. E o que seria isso?

Uma excelente UX (sigla de user experience ou experiência do usuário) é intuitiva e economiza o tempo do usuário.  As soluções de UX são sensoriais — sentidas e nem sempre vistas. Nesse contexto, a inteligência artificial pode ser utilizada de forma criativa e sedutora, criando um espaço de interlocução com o usuário/consumidor. A boa UX é suportada por uma plataforma que permite a personalização da experiência do usuário. Acima de tudo, a UX promove o engajamento de um usuário/consumidor a uma marca, uma pessoa, uma ideia, um ambiente físico ou virtual.

Atenção: Em 2018, para ganhar e manter um mercado, não bastará a uma empresa considerar que está oferecendo ao seu usuário/consumidor uma excelente UX. É fundamental medir se isso é fato ou ficção.

Tradicionais métodos de medição e avaliação da UX online incluem tempo gasto em um website, movimentação ao longo das páginas, o momento em que o usuário abandona a página. No mundo do varejo físico, as métricas são outras — como dwell time, o tempo que um provável comprador fica parado em frente a determinado produto, na loja. A verdade, porém, é que não param de surgir novas métricas de UX — métricas que aparecem na mesma velocidade das novas tecnologias digitais, como o Snapchat Spetacles, por exemplo.

Se a experiência é o produto, as empresas precisam compreeender que o desenvolvimento da melhor UX não é tarefa de um único professional ou time — mesmo que, hoje, já exista o cargo de UX Researcher. A empresa transformada digitalmente tem de ensinar seus funcionários que todos participam da construção da experiência do usuário/consumidor. CMO, CIO e diretor de RH, entre outros gestores da empresa, precisam trabalhar juntos para que a mágica aconteça.

Nesse momento de profunda e radical transformação, a empresa pode precisar de ajuda externa para inovar e sofisticar continuamente a UX de seus usuários/consumidores/funcionários. É aí que entram em cena consultorias e integradoras de soluções que trabalham 24 horas por dia na reinvenção de processos e experiências digitais.  Note que estamos falando de inovação e solução disruptiva, que muda a vida das pessoas, das empresas e dos negócios. Medir resultados deste novo ambiente ou mesmo projeta-lo exige análise de tendências e não análise estatística. Futuro se estuda e define por tendências… UX é isso, neste momento.

Mas ainda falta muito a fazer. Além de tudo o que já foi dito aqui, é importante reconhecer que o Brasil não tem cursos e formação — toda uma geração de inovadores está aprendendo a partir de casos internacionais. É necessário, também, seguir derrubando as barreiras entre o que é consumer e o que é corporativo. O mundo no qual essa diferencia existia está desaparecendo e o que fica é a pessoa, seus sentimentos e sensações. Melhorar a experiência é um conceito que agrada a humanos.

4 conversas que você nunca deve ter por e-mail

E-mails são rápidos e discretos. Mas usar essa ferramenta no trabalho pode ser mais perigoso do que você imagina

 

Quando você tem algo delicado a dizer a um chefe, subordinado ou colega de trabalho, prefere falar pessoalmente ou mandar o recado por e-mail?

Especialmente quando você não quer que ninguém mais ouça o diálogo,  a segunda alternativa parece muito mais discreta e segura. Mas não é.

Além de serem facilmente mal interpretadas, porque são desprovidas de expressões faciais e tom de voz, as mensagens que você manda por correio eletrônico ficam registradas para sempre.

“O seu e-mail profissional pertence à empresa para a qual você trabalha, tanto quanto a sua mesa ou a sua cadeira de trabalho”, diz a coach Denise Dudley ao site da revista Money. “As mensagens existirão para sempre, por isso é bom evitar dizer algo que pode ‘assombrar’ sua vida no futuro”.

Veja a seguir 4 tipos de conversas que é melhor ter face a face, e não por meio da tecnologia:

1. Fofoca

Espalhar boatos ou falar sobre a vida pessoal das pessoas do escritório é um comportamento com péssimas consequências para a sua carreira, mas é especialmente perigoso se for registrado por escrito.

Caso você não saiba, as empresas podem monitorar as mensagens trocadas por seus funcionários, desde que se trate do e-mail corporativo, e não do particular.

O risco é maior ainda se você acidentalmente incluir múltiplos destinatários quando a conversa é particular, ou apertar o botão “Responder para todos” sem querer.

Dudley conheceu uma pessoa que mandou a frase “Adivinha quem está grávida?” para um grupo de colegas. “A ‘grávida’ não estava grávida, só tinha ganhado um pouco de peso, e acabou interceptando o e-mail”, diz a coach à Money. “A relação dela com o autor da mensagem nunca mais se recuperou”.

 

2. Críticas — ou elogios

Aqui, o maior problema está na facilidade com que a comunicação escrita é distorcida, pela falta de outros elementos de comunicação como tom de voz e expressão facial.

Na opinião de Kathleen Murphy, fundadora da consultoria Market Me Too, o e-mail é um recurso muito pobre para criticar ou até elogiar o trabalho de um colega.

Por escrito, uma frase como “o novo estagiário é bastante pontual, hein?”, pode parecer sincera ou irônica, a depender do leitor. Mesmo palavras elogiosas como “parabéns” correm o risco de soar pouco verdadeiras ou não suficientemente enfáticas por e-mail.

“Se até comentários positivos podem ser mal-interpretados, que dirá os negativos”, diz Murphy. Como o desempenho alheio é um assunto sensível, para o bem ou para o mal, é sempre melhor comunicar as suas impressões face a face.

 

3. Brigas

O e-mail também é uma péssima ferramenta para chamar a atenção de um subordinado. “Muita gente acha que o feedback ficará ‘suavizado’ por escrito, mas o resultado pode ser muito pior do que você imagina”, alerta o consultor Chris Hallberg em entrevista à Money.

Segundo ele, é melhor convidar o funcionário para uma conversa — privada, de preferência — para tratar do assunto.

O mesmo vale para qualquer outro tipo de desentendimento ou briga no trabalho, por dois motivos. O primeiro é a possibilidade de a mensagem ser encaminhada fora de contexto para pessoas alheias ao assunto, o que pode agravar o conflito.

A segunda razão é, novamente, a pobreza expressiva do e-mail. Por escrito, as suas frases podem soar mais agressivas do que você pretendia, e aumentar o mal-estar entre as partes. Diálogos presenciais são sempre a alternativa mais sábia, em qualquer caso.

 

4. Negociações

Precisa falar com alguém sobre salário, mudança de horário ou promoção de cargo? Esqueça o computador e o celular: conversas que envolvam o RH da empresa devem ser feitas pessoalmente, ou no máximo em uma chamada por vídeo.

Isso porque, no diálogo por escrito, perde-se um dos recursos mais poderosos da negociação: a criação do vínculo. Só pessoalmente é possível escutar profundamente o outro, ao ponto de entender seus valores, motivações e necessidades, e adaptar os seus argumentos a eles. Essa leitura, tão fina e complexa, não pode ser feita nos limites de uma mensagem eletrônica.

Em entrevista à Money, Dennis Collins, diretor da West Corporation, diz que o e-mail pode ser usado, no máximo, para agendar as reuniões necessárias para falar sobre o assunto. “Aplicativos, chat e e-mails podem ser ótimos para avisar a pessoa que você quer conversar, mas não para conduzir a conversa em si”, explica ele.